As crianças assassinas que chocaram o mundo

Quando as crianças, normalmente vistas como seres inocentes e incapazes de cometer algum tipo de crime, se tornam manchete dos jornais por conta de crimes graves, muitas vezes cometidos com requintes de crueldade, o mundo todo se choca. Como é possível que uma criança tenha cometido tais atos?

No Brasil, a situação mais recente aconteceu no final de setembro, quando um jovem de 12 anos assassinou uma menina de 9. Raíssa Eloá foi atraída pelo garoto, que era seu amigo, para um parque em São Paulo onde foi morta com golpes na altura do rosto. Para os investigadores, a maior surpresa no caso foi a frieza com que o assassino confesso narrou o ocorrido. Caso todo o depoimento dele seja confirmado pelos especialistas, o próximo passo será encaminhá-lo para uma instituição psiquiátrica por tempo indeterminado.

Marcelo Pesseghini

Marcelinho com seus pais. Crime até hoje é alvo de dúvidas

Outra história que intrigou os brasileiros foi o da família Pesseghini. Nesse caso, inclusive, é comum encontrar quem acredite que a conclusão da polícia está incorreta e que o verdadeiro assassino não foi uma criança. Mas o que se sabe de fato é que: na noite do dia 5 de agosto de 2013, cinco pessoas de uma mesma família foram mortas à tiros em uma casa na Zona Norte de São Paulo.

Após as investigações, a polícia concluiu que o estudante Marcelinho, de 13 anos, baleou e matou o pai, a mãe, a avó materna e a tia-avó, se suicidando na sequência.

A teoria é contestada pelos avós paternos de Marcelinho, que acreditam que o neto não seria capaz de cometer os crimes a ele atribuídos, muito menos de tirar a própria vida. Outra questão que coloca em dúvida com frequência a resolução da justiça é o fato de cinco tiros terem sido disparados dentro de uma casa no meio da noite e nenhum vizinho ter escutado. Além disso, não há qualquer indício de que as próprias vítimas tenham escutado qualquer um dos disparos.

Eric Smith

Eric continua preso. Diversos pedidos de liberdade condicional já foram negados pela justiça.

Entrando na lista de casos internacionais, temos o menino de 13 anos Eric Smith. Ele foi julgado e condenado pelo assassinato de Derrick Robie, de apenas 4 anos. A crueldade aqui também é impressionante: Derrick foi estrangulado e pedras grandes foram jogadas sobre sua cabeça, além de ter sido abusado sexualmente. Smith, que segue preso, não conseguiu, até hoje, explicar o que o levou a tal atrocidade.

Um psiquiatra o diagnosticou, no entanto, com transtorno explosivo intermitente, uma condição na qual uma pessoa não pode controlar a raiva interior.

Lionel Tate

Tate foi solto em 2004 e cumpriu mais 10 anos de condicional

Uma noite comum em frente à televisão acabou resultando na morte uma menina de seis anos chamada Tiffany Eunick. O caso ocorreu em 2001, quando Kathleen Grossett-Tate, babá de Tiffany, trouxe-a para sua casa uma noite. Ela deixou Tiffany com seu filho Lionel de 14 anos, para assistir televisão e subiu para o andar de cima.

Algum tempo depois, Lionel chamou a mãe e disse que a menina não estava respirando. No momento, ele alegou que ela havia tropeçado e batido a cabeça na mesa. Porém, após os exames periciais, foi constatado que a causa da morte foi devido a uma pisada forte que dilacerou o fígado de Tiffany.

Além disso, a menina sofreu um traumatismo craniano, fraturas nas costelas, inchaço no cérebro, causados por um espancamento que durou mais ou menos 5 minutos, e outras 35 lesões.

Novamente interrogado, Lionel acabou confessando o crime. Ele foi condenado à prisão no mesmo ano, sem direito à condicional. Porém, a falta de um exame mental antes ou durante o julgamento acabou por anular a sentença. Em 2004 ele foi solto.

Jon Venables e Robert Thompson

Jon Venables e Robert Thompson se tornaram os condenados mais jovens do século XX.

Esse caso espanta pela pouca idade de todos os envolvidos. Em 1993, James Bulger foi sequestrado por Robert Thompson e Jon Venables, enquanto esperava por sua mãe na porta de uma loja em um shopping center na cidade inglesa de Bootle.

A crueldade aqui, nunca totalmente compreendida por peritos e psicólogos, também foi bastante grande. Os garotos levaram a criança até um cemitério, onde o torturaram com tijolos, pedras, baterias e uma barra de ferro. Ao confirmarem que James havia morrido, eles o levaram até uma linha de trem para fazer com que a morte parecesse um acidente.

Ao serem julgados e condenados como adultos – na Inglaterra é possível julgar um menor de idade como adulto caso ele seja considerado maduro o suficiente para responder por seus atos – eles se tornaram os mais jovens assassinos condenados do século XX.

Em 2001, ao completarem 18 anos, Thompson e Venables foram soltos e ganharam novas identidades. Venables, no entanto, foi preso novamente ao se envolver em um caso de pornografia infantil.

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