Tráfico de armas no Brasil e os reflexos na criminalidade

Armamento vindo de países como Paraguai e Estados Unidos é utilizado em ações criminosas

trafico de armas

O porte de armas é proibido no Brasil para o cidadão comum, exceto em casos específicos e com prévia aprovação e liberação das autoridades. Por outro lado, elas circulam livremente pelas mãos de narcotraficantes, ladrões e assassinos. Isso porque o tráfico de armas ultrapassa fronteiras e faz com que armamentos pesados cheguem ilegalmente, mas com grande facilidade, às mãos daqueles que pretendem agir contra as leis.

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De acordo com as Nações Unidas, o tráfico de armas é a terceira maior atividade criminosa do mundo, atrás apenas do narcotráfico e do tráfico humano. Em 2004, estimava-se que cerca de 500 milhões de armas de pequeno porte estavam em circulação no mundo, sendo equipamentos que não estavam sujeitos a qualquer tratado internacional. Na África, a estimativa é de mais de 100 milhões, há uma arma para cada 12 pessoas.

O mercado mundial de armas é estimado em mais de US$ 60 bilhões por ano, com cerca de US$ 8 milhões atribuídos a pistolas, rifles, metralhadoras e munições.

Neste post, você vai ter um panorama geral sobre o tráfico de armas no Brasil:

> Saiba qual é a principal fonte de armas para o crime no Brasil;

> Quais são as rotas para a chegada de novos armamentos no país;

> Veja qual é o estado com maior circulação de armas.

Fonte de armas

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Um relatório da Divisão de Repressão a Crimes contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas da Polícia Federal aponta que a venda de armas em lojas e feiras nos Estados Unidos é a principal fonte de armamentos longos que chegam às mãos de criminosos e traficantes no Brasil.

O rastreamento de armas que são apreendidas geralmente no Rio de Janeiro revela que a maior parte das armas vem do Paraguai e dos Estados Unidos. O vizinho sul-americano provê revólveres e armas de menor calibre, enquanto lojas norte-americanas são a origem da maior parte do armamento pesado encomendado pelos bandidos.

O levantamento começou a ser feito pela PF a partir de 2014 e revela onde foram compradas as armas de alto calibre encontradas no Brasil nesse período. Das oito principais lojas de origem, seis são norte-americanas, sendo cinco delas na Flórida.

Por outro lado, a primeira da lista é paraguaia, fica no centro da capital do país, Assunção, e vende pistolas automáticas, fuzis e munições no atacado e no varejo, especialmente importados da República Tcheca.

Rotas de chegada

Também segundo o relatório da Polícia Federal, 99% das armas apreendidas no Brasil entram por fronteiras terrestres, em um caminho que passa pela tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina, na região de Foz do Iguaçu, no Paraná.

Outros pontos de entrada do tráfico de armas são cidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, Roraima e também estados da Região Norte. Elas vêm de países de fronteira, como Paraguai, Bolívia, Uruguai, Bolívia, Colômbia e até Suriname.

Apesar da alta concentração nas fronteiras terrestres, armas também chegam por rotas marítimas, como o Porto de Santos, e até mesmo de forma aérea.

Ainda segundo a PF, a entrada de armas de alto calibre está associada ao abastecimento de grupos dedicados a crimes violentos, como o roubo a bancos, de caixas eletrônicos, veículos de transporte de valores e cargas.

São Paulo é o estado com maior circulação de armas

Dados da PF apontam que São Paulo é o estado que mais tem registros de armamentos, com 137.833 armas em circulação. O número representa 21,3% das 646.127 armas regularizadas no país.

O índice é semelhante e proporcional ao da população paulista em relação ao número total de brasileiros: São Paulo tem 45,28 milhões de habitantes, o que representa 21,7}% dos 208,5 milhões de pessoas que vivem no país.

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