Política de tolerância zero de Trump age como violência contra imigrantes

Ação separava crianças de suas famílias que entravam ilegalmente no país. Depois da polêmica, presidente americano suspendeu a ordem

política de tolerância zero

A política de tolerância zero dos Estados Unidos em relação aos imigrantes que chegavam ao país por meio da fronteira com o México tomou proporções mundiais. A separação de crianças de suas famílias, pais ou tutores assim que chegavam em solo americano se tornou polêmica e o presidente Trump, um verdadeiro alvo de críticas internacionais.

Segundo essa política de tolerância zero, o adulto que for pego atravessando a fronteira de maneira ilegal deve ser detido e processado criminalmente. Os capturados são levados a um centro federal de detenção até que se apresentem a um juiz.

A determinação em si não trata da separação de crianças, mas isso acontece já que os menores não podem ser mantidos nesses espaços.

Trump defende reformas na imigração e atribui a separação entre crianças e suas famílias aos democratas e às leis que passam pelo Senado, mas deixou claro seu posicionamento em relação aos estrangeiros que chegam ao país.

“Os Estados Unidos não serão um campo de imigrantes, e não serão um complexo para manter refugiados”.

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Política de tolerância zero: Situação das crianças

No período entre 19 de abril e 31 de maio, 1.995 menores foram separados de 1.940 adultos que os acompanhavam na travessia com destino aos EUA.

Os pequenos passam a ser designados pelo governo como “crianças imigrantes desacompanhadas” e, então, são levadas para abrigos sob custódia do governo e ficam sem saber para onde seus pais foram.

Foram divulgadas imagens que mostram crianças dentro de grades, dormindo em colchões no chão e com cobertores de alumínio. Também veio a público um áudio onde é possível ouvir o choro dos menores quando são separados de suas famílias.

Repercussão americana e mundial

A política de tolerância zero de Trump foi alvo de uma avalanche de críticas de democratas e republicanos. Autoridades e influências políticas como Bill Clinton e Michelle Obama utilizaram suas contas pessoais no Twitter para se posicionar contra a medida.

Mundo – Além das reprovações e manifestações claras de outros países, a ONU (Organização das Nações Unidas) denunciou os atos como “violação grave dos direitos da criança” e pediu o fim da aplicação da ordem.

A Anistia Internacional considerou como uma medida “espetacularmente cruel” que não é “nada menos do que uma tortura”.

Ordem suspensa

Em meio ao caos em nível internacional, o presidente Donald Trump chegou a ser capa da Revista Time, onde aparecia frente a uma criança, representada como um dos menores separados dos seus pais, com os dizeres “Welcome to America” (‘Bem-vindo à América).

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Cedendo às pressões, Trump assinou uma ordem para evitar a separação das famílias imigrantes que cruzarem a fronteira do México, mas a política de tolerância zero em relação à imigração será mantida.

A ordem define que os membros das famílias estrangeiras que chegam ilegalmente aos EUA devem ser detidos juntos. Por outro lado, o decreto não tem validade retroativa para os familiares que já foram separados.

O decreto ainda gera polêmica, já que demonstra que o governo tem a intenção de reter as famílias indefinidamente.

Neste novo formato, o Departamento de Segurança Interna (DHS) se torna responsável por todo o processo com as famílias de imigrantes ilegais, e não mais os departamentos de Justiça e de Saúde, como na política anterior.

 

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