Segurança Sexual

A criminalização da homofobia no Brasil

Maio de 2019 será um mês marcado por uma vitória em busca da segurança das minorias. Isso porque a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou, em votação, que a homofobia deve finalmente ser tratada como crime. Com a decisão, as penas por ofensas a homossexuais e a transexuais serão equiparadas às previstas na […]

Pornografia infantil é crime! Saiba como denunciar

A inocência corre perigo nas mãos de criminosos inescrupulosos. A pedofilia é uma violência que vai muito além do abuso sexual em si, ela condena também a leveza no olhar e a esperança de milhões de crianças em todo o mundo. E esses bandidos vão além, já que muitos deles registram seus atos e compartilham […]

Estupro marital é forma de violência em um relacionamento

Quando o assunto é violência sexual, às vezes, o inimigo dorme ao lado, literalmente. O estupro marital é uma forma de abuso dentro de um relacionamento. Se não há consentimento de uma das partes e mesmo assim o ato é cometido, seja em um namoro ou em um casamento, é crime. Segundo dados da Organização […]

Crimes sexuais são combatidos com a ajuda da tecnologia

Pedófilos, estupradores e criminosos de todos os tipos se aproveitam das facilidades e da falsa sensação de impunidade e anonimato do ambiente virtual. Por outro lado, as redes sociais e os novos caminhos da tecnologia contribuem no combate à violência e aos crimes sexuais. Seja como um facilitador para as provas de um crime, uma […]

Mulheres sofrem assédio em serviços de transporte por aplicativo

Seja pelos valores amigáveis, pela facilidade de acesso ou pela alta disponibilidade, os serviços de transporte por aplicativo já conquistaram seu espaço no mercado. Novas empresas chegaram, outras mudaram suas políticas internas, mas alguns casos seguem se repetindo, principalmente os que se referem a casos de assédio ou estupro pelos próprios motoristas dos veículos. A […]

Boa noite, Cinderela é golpe antigo e ainda usado pelos criminosos

O golpe Boa noite, Cinderela é bastante antigo, mas ainda muito usado por pessoas má intencionadas. A ação acontece principalmente em festas, quando a vítima é dopada por meio de uma bebida alcoólica misturada a diferentes substâncias. O intuito do golpe é assaltar, sequestrar ou violentar sexualmente a vítima. Os bandidos se aproveitam da facilidade […]

Risco de crime é mais alto na capital paulista

É quatro vezes mais provável que você seja assaltado na capital de São Paulo do que no interior do estado. Ainda que o índice seja menor do que em anos anteriores, o que representa uma queda na violência, o risco de crime é bastante expressivo quando é feita a comparação com outras cidades. A conclusão […]

Médium João de Deus é acusado de abuso sexual

Uma pessoa considerada acima de qualquer suspeita, especialmente por seu trabalho espiritual de cura pela fé, realizado há mais de 40 anos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, no interior de Goiás. Era assim que podia ser definido o médium João de Deus, e era esse mesmo argumento que ele usava a seu […]

Estupro coletivo é forma de opressão e arma de guerra

A violência sexual é um crime cruel, que causa dores físicas e traumas psicológicos que podem ser carregados pela vítima por toda a vida. O estupro coletivo é a literal potencialização desse sofrimento, da humilhação, do constrangimento. A agressão é usada também como forma de vingança e arma de guerra em diferentes partes do mundo. […]

Violência sexual vitimiza mulheres em todo o mundo
Crime considerado invisível fez uma média de 135 vítimas por dia no Brasil em 2016
Silêncio, vergonha, baixa autoestima e o medo do julgamento como culpada do que lhe aconteceu. A violência sexual é um crime invisível que vitimiza mulheres diariamente em todo o mundo.
Considerado invisível já que nem todas denunciam seus agressores, o abuso representa traumas físicos e psicológicos. Além de dados preocupantes para o caso de mulheres adultas, a violência sexual é ainda mais cruel com crianças e adolescentes, as maiores vítimas desse crime.
A violência sexual vai além da consumação do ato obsceno e envolve todo o dano emocional causado à vítima nesse tipo de agressão. A cultura do estupro faz com que, muitas vezes, a mulher se sinta culpada pela violência que sofreu. Também funciona como uma forma de invalidar sua dor e é uma das causas da subnotificação de casos.

O que é o assédio e a violência sexual?
É qualquer ato ou tentativa de ato em que a vítima se sinta assediada ou violentada sexualmente de maneira indesejada. O assédio pode acontecer por meio de um avanço, um comentário não desejado ou qualquer tipo de contato e interação de natureza sexual efetuados contra a vontade de um dos envolvidos.
Ainda que com índices infinitamente menores, homens também podem ser vítimas desse tipo de agressão, sendo mais comum no caso de meninos menores de idade.
Os números do assédio – Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2016, o Brasil registrou uma média de 135 estupros por dia. Foram 49.497 casos de violência sexual no total, 4,3% a mais que no ano anterior.
Naquele mesmo ano, o número de abusos sexuais registrados no sistema de saúde foi de 22.918 casos. O dado, apontado no Atlas da Violência 2018, mostra uma discrepância entre os índices registrados pelo sistema de saúde e pelas polícias brasileiras, demonstrando ainda mais a subnotificação de ocorrências.
Pesquisadores estimam que esse número seja equivalente a 10% da quantidade real de estupros a cada ano, ou seja, esse número é muito pior e fica mascarado pelo medo e pela falta de confiança das vítimas nos próprios sistemas de segurança e de saúde.
Como age a cultura do estupro?
Existe algum tipo de cultura que influencia a violência sexual contra mulheres no Brasil e no mundo? O termo ‘cultura’ é usado para falar sobre comportamento coletivo e tem a ver com nossas práticas sociais, socialização e a forma que enxergamos o mundo.
Em uma sociedade que a mulher constantemente é objetificada, identificada como alvo de desejo, enquanto o homem é aquele que deseja, a cultura do estupro sutilmente é disseminada, dando às mulheres papéis que ela não pretendia assumir, mas que lhe foram impostos em anos de cultura – e que como toda cultura pode e deve ser mudada.
O resultado desse comportamento tido como cultural e estendido a diversos setores do convívio social é o medo entre as mulheres, a constante culpabilização da vítima, a falta de autoestima e o baixo índice de notificação de casos de violência sexual.

Casos de assédio: denúncias X números reais
São muitos os fatores que demonstram que o número de denúncias de assédio é infinitamente menor que as ocorrências de violência sexual.
A proximidade entre vítima e agressor é uma das principais questões. Em cerca de 46% das ocorrências com mulheres adultas, o estuprador é um familiar, amigo, conhecido, companheiro ou, pelo menos, uma pessoa que a mulher é capaz de identificar e saber seu nome.
Subnotificação – Entre 2011 e 2016 houve crescimento de mais de 90% nas denúncias de estupros. Ainda assim, a falta de denúncia é um assunto sério e é ainda mais grave quando se pensa em números absolutos. Estimativas apontam que mais de 1 milhão de pessoas podem ser vítimas de violência sexual no Brasil.
Segundo o Atlas da Violência, nos Estados Unidos, apenas 15% dos estupros são reportados à polícia. Caso nossos números tenham taxa semelhante à americana, em torno de 10%, estaríamos falando de 300 a 500 mil mulheres estupradas por ano no país.
Tabu – O tabu associado a esse tipo de crime, bem como a desconfiança em relação à vítima dada à dificuldade na produção de provas, também são alguns dos fatores que propiciam a subnotificação da violência sexual.
Crianças e adolescentes

A violência sexual choca ainda mais quando é direcionada a inocentes, principais alvos dos assediadores. Dentre os abusos sexuais registrados em 2016, 50,9% se refere ao estupro de crianças de até 13 anos. Outros 17% são adolescentes entre 14 e 17 anos.
No caso de estupros coletivos, as crianças continuam sendo maioria, com 43,7% das ocorrências, enquanto adolescentes representam 20,1% das vítimas.
Os agressores também são próximos ao menor em mais da metade dos casos. Amigos ou conhecidos da família representam 30,13%, pais são 12,03% e, padrastos, 12,09%.
Chega de Fiu Fiu: denuncie!
Lançada em julho de 2013, “Chega de Fiu Fiu” é uma campanha da ONG Think Olga de combate ao assédio em espaços públicos que mulheres são obrigadas a lidar diariamente, como comentários de teor obsceno, olhares, intimidações, toques indesejados e importunações de teor sexual disfarçadas de brincadeiras ou elogios, mas que na verdade causam medo e insegurança.
Ninguém deve passar por isso e, se você for vítima desse tipo de violência sexual, denuncie!
– Disque 100: atende casos de violação de direitos humanos;
– Ligue para o 181: Disque Denúncia;
– Reúna provas e procure a delegacia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência;
– Pelo monitoramento da campanha Chega de Fiufiu: http://chegadefiufiu.com.br/.

 

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